Diamantes, Sim! Vinho, Não!

 Alguns anos atrás, na época em que eu estava cursando o pré-vestibular, cheguei atrasado para a aula de química. Quando cheguei na sala, o professor já havia iniciado as explicações, partindo para a teoria mais aprofundada.

Era sobre as transformações químicas: “transformação de carbono em diamante é possível através de processos químicos e físicos que envolvem alta pressão e temperatura.”

Transformar carbono em diamante? – Pensei eu.

Ele seguiu com a explicação, dizendo que todo material é feito de carbono, portanto até material inorgânico pode ser transformado em diamante, aplicando calor e pressão.

Nesse momento minha mente entrou em parafuso.

Segundo o que eu sabia, por regra, os diamantes são materiais com muita solidez, ou seja, um material com muita dureza.

No entanto, ali estava o professor me dizendo que calor e pressão podem transformar um material qualquer em diamante. Absurdo! Mas se ele estava afirmando, ele sabia do que falava. E eu não duvidei.

Espontaneamente, me veio uma história muito antiga na mente.

Há milhares de anos, um jovem judeu de 30 anos, conseguiu realizar algo tão incrível quanto transformar carbono em diamante.

Eu levantei a mão e perguntei:

Bom, já que podemos transformar carbono em diamantes, aplicando calor e pressão, como é o processo de transformar água em vinho?

A resposta foi um bruto e ríspido: IMPOSSÍVEL!

A minha cara ficou congelada. Ele prosseguiu: É sério? Isso é impossível. Impossível mesmo.

Não satisfeito, ousei perguntar: Mas por quê é impossível?

Ele me olhou e respirou bem calmo, e iniciou em seguida:

A composição do vinho e da água é diferente, embora no vinho também exista água. Mas aí existe um “pequeno problema”. A água é uma molécula que contém apenas 02 átomos de hidrogênio e 01 de oxigênio, mas o vinho contém vários átomos de carbono, de nitrogênio e outras coisas no seu meio. Cientificamente, para transformar água em vinho, seria necessário:

1º Um reator atômico com aceleração termonuclear;

2º Desestruturar os átomos, ou seja, separar prótons, elétrons e nêutrons;

3º Reestruturar tudo novamente para criar carbono e nitrogênio que não existe na água.

E isso se chama Fissão Nuclear.

Então não tive mais perguntas. Era realmente impossível.

Entretanto um homem chamado Jesus, nascido dois milênios atrás, aparentemente conseguiu. Sem reator. Sem desestruturar os átomos e sem reorganizar tudo de novo. Como alguém poderia fazer isso? Como alguém poderia escrever sobre tamanha barbaridade? E de uma forma tão simples e curta.

Eu lembro que só pude pensar que havia algo de mais profundo nessa história (que não é necessário enfatizar agora), mas uma coisa é bem notável; a ciência é maravilhosa e indispensável, somos inseparáveis, pois através dela podemos fazer diamantes usando carbono (e obviamente muito mais). No entanto, uma outro tipo de transformação nos é contada, e essa a ciência não sabe como chegar, pois o produto da transformação da alma requer fé – fé que a nova essência, o novo espírito, a nova mentalidade serão alcançados.

A ciência usa o reator atômico. O espírito usa o reator da fé.

Ambos podem trabalhar juntos, e isso é maravilhoso!


- A.Foster


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